Cirurgia plástica: resultado inesperado, complicação ou possível erro médico?

Entenda o que aconteceu, reúna seus documentos e descubra se existe fundamento para uma responsabilização.

Uma complicação, uma alteração estética ou um resultado diferente do esperado não significa automaticamente que houve erro médico. Mas você tem o direito de entender o que aconteceu e se existe responsabilidade.

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Quando procurar uma análise

Quando uma cirurgia plástica exige uma análise?

Nem todo resultado desfavorável significa erro médico. Por isso, analisamos individualmente situações como:

  • Resultado muito diferente do esperado
  • Infecções e complicações pós-operatórias
  • Necrose ou deiscência
  • Assimetrias e deformidades
  • Cicatrizes ou alterações estéticas relevantes
  • Complicações após lipoaspiração
  • Problemas após cirurgia mamária
  • Alterações após abdominoplastia
  • Problemas após rinoplastia ou blefaroplastia
  • Necessidade de nova cirurgia ou procedimento reparador
  • Falta ou inadequação do acompanhamento pós-operatório
  • Demora ou dificuldade no atendimento diante de uma complicação
Como o caso é analisado

O resultado não ficou como você esperava?

Antes de concluir que houve erro médico, é preciso entender por que o resultado aconteceu. A análise pode envolver:

Conduta

O que foi indicado, realizado e acompanhado?

Avaliamos se a indicação era adequada ao seu caso, como o procedimento foi executado e como a equipe respondeu no pós-operatório.

É a análise do conjunto que permite compreender o caso.

Seus documentos

Você passou por uma complicação após uma cirurgia?

Você não precisa decidir sozinha se foi uma complicação ou se pode existir responsabilidade médica. Reúna os documentos e procure uma análise jurídica individualizada.

Guarde tudo que possa ajudar a reconstruir o que aconteceu. Documentos podem ser fundamentais para compreender a evolução do caso.

Checklist de documentos
O que você já tem em mãos?
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Marque o que você já tem. Não se preocupe se faltar algo: a equipe orienta como conseguir.

Importante

Nem toda complicação é erro médico.

Uma complicação pode ocorrer mesmo quando o procedimento foi realizado adequadamente. Da mesma forma, simplesmente chamar um resultado de “complicação” não encerra a análise.

É necessário compreender:

  1. O que aconteceu
  2. O que foi informado
  3. Como o procedimento foi realizado
  4. Como ocorreu o acompanhamento
  5. Quais consequências foram produzidas

Cada caso precisa ser analisado individualmente.

Perguntas frequentes

Perguntas de quem teve uma cirurgia plástica que deu errado

Não encontrou a sua dúvida? Envie pelo WhatsApp e a equipe responde.

Minha cirurgia plástica deu errado. Posso processar o cirurgião?

Pode ser possível, mas depende da análise do caso. É preciso verificar se houve falha na indicação, na execução, na informação sobre os riscos ou no acompanhamento, e se isso causou o dano. Uma complicação, sozinha, não comprova erro médico.

Cirurgia plástica é obrigação de meio ou de resultado?

Na cirurgia plástica estética, o Superior Tribunal de Justiça entende, em regra, que a obrigação do cirurgião é de resultado: ele se compromete com o resultado combinado. Ainda assim, o profissional pode demonstrar que o dano decorreu de fatores alheios à sua conduta. Na cirurgia reparadora, a obrigação costuma ser de meio. Por isso, o que foi prometido e informado à paciente é parte central da análise.

O que fazer quando a cirurgia plástica não ficou boa?

Guarde fotos do antes e do depois, conversas com a equipe, receitas, exames e comprovantes de pagamento. Peça uma cópia do prontuário, que é um direito do paciente. Evite assinar acordos ou termos de quitação sem orientação e procure uma análise jurídica o quanto antes.

É possível pedir o dinheiro da cirurgia de volta?

Quando a análise identifica responsabilidade, podem ser discutidos o valor pago, os gastos com tratamentos e cirurgias de correção, a perda de renda e os danos morais e estéticos. Cada pedido depende do que os documentos demonstram.

Quanto tempo tenho para entrar com uma ação?

Em regra, nas relações de consumo o prazo é de cinco anos, contados de quando a paciente toma conhecimento do dano e de quem o causou (art. 27 do Código de Defesa do Consumidor). Há situações com prazos diferentes, por isso vale não adiar a análise.

Você fez uma cirurgia plástica e algo deu errado?

Se o resultado não foi o esperado, se houve uma complicação ou se você precisou realizar novos procedimentos, entenda primeiro o que aconteceu. A Rafael Amaral Advocacia atua na análise jurídica de casos envolvendo cirurgias plásticas e possíveis danos decorrentes de procedimentos médicos.

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